Prevalência e fatores associados à condição de acamado em pessoas idosas brasileiras: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2019

Resumo Objetivo Identificar a prevalência e os fatores associados à condição de acamado entre pessoas idosas brasileiras. Método Estudo epidemiológico transversal realizado com os dados secundários da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) em 2019. Considerou-se a amostra de pessoas idosas (60 anos de...

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Main Authors: Kenio Costa de Lima, Paulo Roberto Borges de Souza Júnior, Ana Karine Macedo Teixeira
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) , Universidade Aberta a Terceira Idade (UnAti) 2025-04-01
Series:Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232025000100217&lng=pt&tlng=pt
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Summary:Resumo Objetivo Identificar a prevalência e os fatores associados à condição de acamado entre pessoas idosas brasileiras. Método Estudo epidemiológico transversal realizado com os dados secundários da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) em 2019. Considerou-se a amostra de pessoas idosas (60 anos de idade ou mais) estudadas de 22.728. Utilizou-se como desfecho a condição de acamado. As características sociodemográficas, condições e utilização de serviços de saúde foram as variáveis independentes. Verificou-se a diferença de proporção de pessoas idosas acamadas, segundo as variáveis independentes, por meio do teste qui-quadrado de Rao-Scott. Realizou-se a regressão de Poisson, considerando nível de significância de 5% e razão de prevalência (IC95%). Resultados Verificou-se que 4,3% das pessoas idosas estiveram acamadas. Essa condição mostrou-se associada ao sexo feminino (RP=1,3; IC=1,0-1,6), renda per capita familiar até um salário mínimo (RP=1,3; IC=1,1-1,6), multimorbidade (RP=1,5; IC=1,1-2,0), artrite ou reumatismo (RP=1,4; IC=1,1-1,8), AVC ou derrame (RP=1,4; IC=1,1-1,8), doença crônica pulmonar (RP=1,9; IC=1,3-3,0), depressão (RP=1,5; IC=1,1-1,9), queda nos últimos 12 meses (RP=1,5; IC=1,2-1,9), polifarmácia (RP=1,3, IC=1,0-1,6), consulta médica (RP=1,9; IC=1,1-3,1) e internação no último ano (RP=3,2; IC=2,5-4,0) e urgência no domicílio (RP=1,8; IC=1,3-2,5). Conclusão A prevalência da condição estudada, apesar de baixa quando comparada a outros agravos em saúde, se faz muito importante pelo volume de pessoas idosas que dependem de cuidados diários e pela ausência de serviços de suporte. Essa condição esteve associada a condições sociodemográficas, a condições de saúde expressas pela presença de múltiplas doenças crônicas não transmissíveis e suas consequências, à polifarmácia e aspectos relacionados à fragilidade das pessoas idosas.
ISSN:1981-2256