Culinárias africanas e seu potencial de saudabilidade

Introdução: A culinária africana possui riqueza de diversidade de conhecimentos, insumos e técnicas. Há, porém, uma lacuna na literatura acadêmica que nos distancia da conexão com a comida africana e a brasileira, desmistificando a ideia de que não são saudáveis. Objetivo: Apresentar o processo de s...

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Main Authors: Jacqueline Miranda dos Santos, Tamires Leandra Souza Silva, Maria Eduarda da Costa Diniz Olegário, Anna Carolina Tojal Gonçalves, Kátia Alessandra Mendes da Silva, Célia Maria Patriarca Lisbôa, Rute Ramos da Silva Costa
Format: Article
Language:English
Published: Universidade do Estado do Rio de Janeiro 2025-04-01
Series:Demetra
Subjects:
Online Access:https://www.e-publicacoes.uerj.br/demetra/article/view/81021
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Description
Summary:Introdução: A culinária africana possui riqueza de diversidade de conhecimentos, insumos e técnicas. Há, porém, uma lacuna na literatura acadêmica que nos distancia da conexão com a comida africana e a brasileira, desmistificando a ideia de que não são saudáveis. Objetivo: Apresentar o processo de seleção, elaboração e análise de receitas culinárias africanas, considerando ingredientes, técnicas e tecnologias, a fim de identificar seu potencial para a promoção da alimentação saudável, tendo o Guia Alimentar para a População Brasileira como parâmetro suleador de saudabilidade. Métodos: Trata-se de artigo original que utiliza a abordagem quanti-qualitativa, considerando as receitas africanas encontradas em sites oficiais de embaixadas e governos, blogs especializados e portais de turismo de diversos países africanos, seus contextos e significados, assim como a sistematização, a análise da composição nutricional e a classificação dos alimentos utilizados com base no seu grau de processamento, como preconiza a categorização da classificação NOVA. Resultados: Foram testadas 18 receitas, sendo quatro preparações doces e 14 salgadas. As preparações cujo ingrediente principal era carnes em geral ou ovo totalizaram, aproximadamente, 42%, evidenciando a prevalência de alimentos de origem vegetal. Também se constatou a baixa utilização de gordura saturada, privilegiando as insaturadas. Todas as preparações utilizaram preferencialmente alimentos in natura ou minimamente processados e nenhuma fez uso de alimentos processados ou ultraprocessados em qualquer etapa de elaboração. Conclusão: As receitas africanas, selecionadas e elaboradas no âmbito desta pesquisa, apresentam conformidade com os critérios e orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira.
ISSN:2238-913X