O processo de aquisição da lateral alveolar por gêmeos dizigóticos
Diversos estudos verificaram que a aquisição da linguagem por gêmeos ocorre de forma mais lenta do que por crianças não gêmeas (LURIA; YUDOVITCH, 1985; ZAZZO, 1978; RUTTER et al., 2003; RICE et al., 2014). Considerando-se tal constatação, este estudo descreve e analisa a aquisição da lateral alveo...
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| Main Authors: | , |
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| Format: | Article |
| Language: | Portuguese |
| Published: |
Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Linguística
2018-09-01
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| Series: | Working Papers em Linguística |
| Online Access: | https://periodicos.ufsc.br/index.php/workingpapers/article/view/53710 |
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| Summary: | Diversos estudos verificaram que a aquisição da linguagem por gêmeos ocorre de forma mais lenta do que por crianças não gêmeas (LURIA; YUDOVITCH, 1985; ZAZZO, 1978; RUTTER et al., 2003; RICE et al., 2014). Considerando-se tal constatação, este estudo descreve e analisa a aquisição da lateral alveolar por gêmeos dizigóticos, falantes monolíngues do português brasileiro (PB), a fim de verificar se ocorre atraso ou desvio nesse processo. Assim sendo, as tentativas de produções de /l/ em onset simples, realizadas pelos irmãos nas idades de 1:4 (um ano e quatro meses) a 4:0 (quatro anos), foram analisadas, atentando para os trajetos percorridos pelos sujeitos, sobretudo no que se refere às estratégias de reparo empregadas e à faixa etária em que adquiriram a lateral alveolar. De posse do percurso dos irmãos rumo à aquisição de /l/, os seus desempenhos foram comparados com os verificados na literatura e observou-se que os infantes apresentaram menos produções adequadas e, portanto, mais estratégias de reparo, principalmente no período entre 1:8 e 2:7. A partir de 2:8, no entanto, os irmãos manifestaram desempenhos semelhantes aos demonstrados na literatura, adquirindo a lateral alveolar dentro do que os estudos previram. Em linhas gerais, este estudo concluiu que os gêmeos não apresentaram atraso na aquisição da lateral alveolar. Observaram-se mais empregos de estratégias de reparo do que a adequada produção de /l/ nas faixas etárias iniciais. Apesar disso, as crianças equipararam-se com os dados da literatura, adquirindo /l/ entre 2:8 e 2:11.
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| ISSN: | 1984-8420 |