A Mobilidade e Posicionamento da Grávida no Trabalho de Parto: Revisão Scoping

Introdução A medicalização do parto resultou em alterações na assistência, confinando a grávida ao leito e condicionando-a na assunção plena do papel de protagonista no seu trabalho de parto (TP). A mobilidade (capacidade de mover-se livremente) e posicionamentos (verticais ou horizontais) assumido...

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Main Authors: Ana Sofia Martins, Maria João Freitas
Format: Article
Language:English
Published: Nursing Research, Innovation and Development Centre of Lisbon (CIDNUR) of the Nursing School of Lisbon (ESEL) 2025-06-01
Series:Pensar Enfermagem
Subjects:
Online Access:https://pensarenfermagem.esel.pt/index.php/esel/article/view/396
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Description
Summary:Introdução A medicalização do parto resultou em alterações na assistência, confinando a grávida ao leito e condicionando-a na assunção plena do papel de protagonista no seu trabalho de parto (TP). A mobilidade (capacidade de mover-se livremente) e posicionamentos (verticais ou horizontais) assumidos espontaneamente pelas parturientes, revelam benefícios materno-fetais, promovendo o parto natural e prevenindo desvios da normalidade do TP. Objetivo Mapear a evidência científica publicada sobre a influência da mobilidade e posicionamento da grávida no TP. Métodos Revisão Scoping, realizada em três bases de dados: Academic Search Complete, CINAHL Complete e MEDLINE Complete, para dar resposta à questão de pesquisa “Qual a influência da mobilidade e posicionamento da grávida no trabalho de parto?” formulada recorrendo à mnemónica PCC - População (parturientes), Conceito (mobilidade e posicionamento) e Contexto (TP). Identificaram-se 41 artigos, excluíram-se duplicados, após leitura dos títulos e resumos selecionaram-se 5 artigos para leitura integral, 3 respondiam à questão proposta; incluíram-se ainda 3 artigos obtidos através de outras fontes de informação, perfazendo um total de 6 artigos. Resultados Na análise dos artigos emergiram duas categorias de resultados influenciados pelo posicionamento e mobilidade da grávida no TP: Resultados maternos com seis subcategorias (Duração do 1º e 2º estádio do TP; Dor; Tipo de parto; Resultado perineal; Satisfação; Complicações); Resultados fetais/neonatais, com três subcategorias (Posicionamento fetal, Bem-estar fetal e Índice de Apgar). Destacam-se a diminuição da duração do TP, aumento de partos eutócicos, melhores resultados perineais, traçados cardíacos fetais normais, diminuição da dor sentida e consequentemente uma experiência de parto mais satisfatória. Conclusão A mobilidade e posicionamento da parturiente concorrem para a favorável progressão do TP. Cabe ao enfermeiro obstetra promover a liberdade de movimentos e orientar a parturiente para os posicionamentos adequados à fase do TP em que se encontra.
ISSN:0873-8904
1647-5526