Kaváfis no Brasil

Um estrangeiro, como a própria palavra latina (extraneus) nos diz, é alguém de fora, estranho, que não é da família, alguém que migra, como aliás o vocábulo que do latim passou ao francês, e daí ao português; é, ainda, alguém que passa de um lado a outro, que se traduz, (meta + jerw), metáfora. Kavá...

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Bibliographic Details
Main Author: Antonio Carlos Santos
Format: Article
Language:Spanish
Published: Universidade Federal de Santa Catarina 2006-05-01
Series:Boletim de Pesquisa NELIC
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/nelic/article/view/1569
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Description
Summary:Um estrangeiro, como a própria palavra latina (extraneus) nos diz, é alguém de fora, estranho, que não é da família, alguém que migra, como aliás o vocábulo que do latim passou ao francês, e daí ao português; é, ainda, alguém que passa de um lado a outro, que se traduz, (meta + jerw), metáfora. Kaváfis poderia ser definido como um estranho cuja pátria era a língua que herdou dos pais e que estranhava misturando registros, a língua culta, katharévousa, e a língua do povo, dimotiki, para construir uma poesia que ultrapassou os muros de Alexandria e conquistou o mundo, uma poesia cujo cenário é a história, a sua e a do Helenismo. Nascido na cidade de Alexandre, de família rica, educado dos 9 aos 16 na Inglaterra, depois da morte prematura do pai em 1870, o poeta passou grande parte de sua vida como um desconhecido funcionário do Ministério da Irrigação, freqüentando à noite o bairro de má fama e amadurecendo os poemas que só seriam publicados em livro em 1935, dois anos após sua morte devido a um câncer na laringe, em 1933, no dia mesmo em que completava 70 anos, 29 de abril.
ISSN:1518-7284
1984-784X