Globalização e desenvolvimento regional
A Economia, como ciência social, impõe que mesmo a análise do processo económico não fique confinada aos aspectos económicos; mais ainda quando está em causa o desenvolvimento, que não pode ser aferido apenas pelos resultados do crescimento da economia. Este contexto, levanta-se a dúvida sobre se a...
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| Main Author: | |
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| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Gestão e das Organizações da Saúde
2002-01-01
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| Series: | Gestão e Desenvolvimento |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.ucp.pt/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/85 |
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| author | António Simões Lopes |
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| description | A Economia, como ciência social, impõe que mesmo a análise do processo económico não fique confinada aos aspectos económicos; mais ainda quando está em causa o desenvolvimento, que não pode ser aferido apenas pelos resultados do crescimento da economia. Este contexto, levanta-se a dúvida sobre se a globalização tem estado ao serviço do desenvolvimento. A globalização está instalada, vem-se instalando desde sempre. Fases houve em que os portugueses contribuíram grandemente para ela. Mas só em relação a algum nivelamento dos preços ela trouxe “convergência”. Não a trouxe em relação à distribuição da riqueza. Conviria “regulá-la” nesse sentido. A globalização é por natureza, dada a escala que já assumiu, dificilmente controlável. Os “radicais” situam nela a causa maior da rotura dos sistemas naturais e da redução da diversidade. Mais geralmente, entende-se que a globalização, que não tem deixado subordinar-se à solidariedade, cria problemas éticos sérios: as grandes “corporações”, que dela se têm apossado, ultrapassando os limites e as capacidades dos Estados, tornam-se dificilmente “reguláveis”. Defende-se a necessidade de arvorar os objectivos do desenvolvimento em fins “últimos”, no quadro do desenvolvimento regional. Enumeram-se factores que se admite constituírem expectativas positivas nesse sentido: a nível da União Euroepia, o EDEC, o 2º Relatório sobre a Coesão, o próprio princípio da subsidiariedade; o PDR e as GOP, a nível nacional. Como qualquer acção concreta só pode realizar-se no território, nas regiões, as políticas de desenvolvimento regional irão condicionar a globalização, regulando-a. Princípio básico é que a globalização se assuma como instrumento do desenvolvimento e não só como instrumento do crescimento. |
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| issn | 0872-556X 2184-5638 |
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| publishDate | 2002-01-01 |
| publisher | Universidade Católica Portuguesa, Instituto de Gestão e das Organizações da Saúde |
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| series | Gestão e Desenvolvimento |
| spelling | doaj-art-e467b10e925e4ec492982df00a110cd22025-08-20T02:21:34ZengUniversidade Católica Portuguesa, Instituto de Gestão e das Organizações da SaúdeGestão e Desenvolvimento0872-556X2184-56382002-01-011110.7559/gestaoedesenvolvimento.2002.85Globalização e desenvolvimento regionalAntónio Simões Lopes0Centro de Investigações Regionais e Urbanas, Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade de LisboaA Economia, como ciência social, impõe que mesmo a análise do processo económico não fique confinada aos aspectos económicos; mais ainda quando está em causa o desenvolvimento, que não pode ser aferido apenas pelos resultados do crescimento da economia. Este contexto, levanta-se a dúvida sobre se a globalização tem estado ao serviço do desenvolvimento. A globalização está instalada, vem-se instalando desde sempre. Fases houve em que os portugueses contribuíram grandemente para ela. Mas só em relação a algum nivelamento dos preços ela trouxe “convergência”. Não a trouxe em relação à distribuição da riqueza. Conviria “regulá-la” nesse sentido. A globalização é por natureza, dada a escala que já assumiu, dificilmente controlável. Os “radicais” situam nela a causa maior da rotura dos sistemas naturais e da redução da diversidade. Mais geralmente, entende-se que a globalização, que não tem deixado subordinar-se à solidariedade, cria problemas éticos sérios: as grandes “corporações”, que dela se têm apossado, ultrapassando os limites e as capacidades dos Estados, tornam-se dificilmente “reguláveis”. Defende-se a necessidade de arvorar os objectivos do desenvolvimento em fins “últimos”, no quadro do desenvolvimento regional. Enumeram-se factores que se admite constituírem expectativas positivas nesse sentido: a nível da União Euroepia, o EDEC, o 2º Relatório sobre a Coesão, o próprio princípio da subsidiariedade; o PDR e as GOP, a nível nacional. Como qualquer acção concreta só pode realizar-se no território, nas regiões, as políticas de desenvolvimento regional irão condicionar a globalização, regulando-a. Princípio básico é que a globalização se assuma como instrumento do desenvolvimento e não só como instrumento do crescimento.https://revistas.ucp.pt/index.php/gestaoedesenvolvimento/article/view/85GlobalizaçãoDesenvolvimentoDesenvolvimento regionalCrescimentoRegulação |
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