Halitose - O que o ORL deve saber: Revisão da literatura

A halitose define-se como um odor desagradável emanado pela cavidade oral, além do socialmente aceitável. É uma condição que atinge cerca de 1/3 da população com implicações clínicas, psicológicas e sociais e diminuição da qualidade de vida. A etiologia da halitose é multifatorial, m...

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Main Authors: António Trigueiros Cunha, Luís Rio Rodrigues, Fernando Canavarros, Alberto Santos, Carlos Macor
Format: Article
Language:English
Published: Portuguese Society of Otolaryngology and Head and Neck Surgery 2022-06-01
Series:Revista Portuguesa Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço
Subjects:
Online Access:https://journalsporl.com/index.php/sporl/article/view/2145
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Description
Summary:A halitose define-se como um odor desagradável emanado pela cavidade oral, além do socialmente aceitável. É uma condição que atinge cerca de 1/3 da população com implicações clínicas, psicológicas e sociais e diminuição da qualidade de vida. A etiologia da halitose é multifatorial, mas está associada a patologia oral em 80-90% dos casos. Outras etiologias potencialmente causadoras deste quadro são as patologias ORL (como as rinossinusites cronicas ou amigdalites crónicas caseosas), a patologia respiratória (como a fibrose quística ou abcessos pulmonares), patologia gastrointestinal (Refluxo gastroesofágico ou o Divertículo de Zenker), ou até, mais raramente, neoplasias do trato aerodigestivo superior e patologia sistémica (insuficiência renal ou hepáticas crónicas) ou metabólica (como a cetoacidose diabética ou a trimetilaminúria). O diagnóstico de halitose pode ser realizado a partir de testes subjetivos, chamados testes organoléticos ou testes objetivos baseados na quantificação dos principais compostos causadores da halitose os Compostos Voláteis de Enxofre (CVE). O tratamento da halitose depende da sua etiologia sendo, portanto, as medidas de higiene oral as mais frequentemente recomendadas.
ISSN:2184-6499