O imaginário em rezas e benzeduras populares
Através de uma cosmologia própria, os ritos de benzeção envolvem crenças e práticas que atribuem sentido à experiência humana, orientando ações de cura e transformação. Nesse contexto, a cura é um ato simbólico que funde valores, criando um universo particular onde o sagrado e o profano se entrelaç...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Estadual do Ceará
2025-03-01
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| Series: | Linguagem em Foco |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13763 |
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|---|---|
| author | Natália de Paula Reis Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto |
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| collection | DOAJ |
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Através de uma cosmologia própria, os ritos de benzeção envolvem crenças e práticas que atribuem sentido à experiência humana, orientando ações de cura e transformação. Nesse contexto, a cura é um ato simbólico que funde valores, criando um universo particular onde o sagrado e o profano se entrelaçam, constituindo um sistema de significados próprio. Partindo disso, este artigo tem como objetivo analisar as motivações simbólicas, tanto verbais quanto não verbais, que subjazem às interações complexas da prática da benzeção. Para tanto, este estudo se fundamenta nos pressupostos da Antropologia do Imaginário, conforme Gilbert Durand (2012), Pitta (2017) e Strôngoli (1998), e nas discussões de Oliveira (1983, 1985, 1986) e Pereira e Gomes (2018) acerca da prática de benzer. O corpus desta pesquisa foi constituído a partir de observações participantes em rituais de benzeção e conversas com um benzedor e duas benzedeiras, residentes em Rubiataba (GO). A análise dos rituais revelaram seu rico simbolismo e complexidade, em que fatos, símbolos e imagens se combinam para produzir significados que transcendem a experiência individual. As representações simbólicas, ao se entrelaçarem com o imaginário coletivo, permitem que a comunidade adapte e transmita suas crenças e valores, garantindo a manutenção do ofício de benzer.
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| format | Article |
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| institution | OA Journals |
| issn | 2176-7955 2674-8266 |
| language | English |
| publishDate | 2025-03-01 |
| publisher | Universidade Estadual do Ceará |
| record_format | Article |
| series | Linguagem em Foco |
| spelling | doaj-art-a4e05e2c72bb4bbbabf5884f6b8cfd832025-08-20T02:09:58ZengUniversidade Estadual do CearáLinguagem em Foco2176-79552674-82662025-03-0116310.46230/lef.v16i3.13763O imaginário em rezas e benzeduras popularesNatália de Paula Reis0Elza Kioko Nakayama Nenoki do Couto1Universidade Federal de Goiás (UFG) Universidade Federal de Goiás (UFG) Através de uma cosmologia própria, os ritos de benzeção envolvem crenças e práticas que atribuem sentido à experiência humana, orientando ações de cura e transformação. Nesse contexto, a cura é um ato simbólico que funde valores, criando um universo particular onde o sagrado e o profano se entrelaçam, constituindo um sistema de significados próprio. Partindo disso, este artigo tem como objetivo analisar as motivações simbólicas, tanto verbais quanto não verbais, que subjazem às interações complexas da prática da benzeção. Para tanto, este estudo se fundamenta nos pressupostos da Antropologia do Imaginário, conforme Gilbert Durand (2012), Pitta (2017) e Strôngoli (1998), e nas discussões de Oliveira (1983, 1985, 1986) e Pereira e Gomes (2018) acerca da prática de benzer. O corpus desta pesquisa foi constituído a partir de observações participantes em rituais de benzeção e conversas com um benzedor e duas benzedeiras, residentes em Rubiataba (GO). A análise dos rituais revelaram seu rico simbolismo e complexidade, em que fatos, símbolos e imagens se combinam para produzir significados que transcendem a experiência individual. As representações simbólicas, ao se entrelaçarem com o imaginário coletivo, permitem que a comunidade adapte e transmita suas crenças e valores, garantindo a manutenção do ofício de benzer. https://revistas.uece.br/index.php/linguagememfoco/article/view/13763benzeção imaginárioelementos simbólicos |
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