Cumé que a Gente Escuta o Sintoma na Neurose Cultural Brasileira? Articulações Significantes na Cultura

Este artigo tem como objetivo investigar o pensamento elaborado por Lélia Gonzalez, que discute o racismo como sintoma na Neurose Cultural Brasileira através do que se oculta, para além do que se mostra. O mito da democracia racial, analisado por Lélia Gonzalez na maior parte dos seus textos, é util...

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Bibliographic Details
Main Author: Thayz Conceição Cunha Athayde
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) 2025-05-01
Series:Estudos e Pesquisas em Psicologia
Subjects:
Online Access:https://www.e-publicacoes.uerj.br/revispsi/article/view/85736
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Description
Summary:Este artigo tem como objetivo investigar o pensamento elaborado por Lélia Gonzalez, que discute o racismo como sintoma na Neurose Cultural Brasileira através do que se oculta, para além do que se mostra. O mito da democracia racial, analisado por Lélia Gonzalez na maior parte dos seus textos, é utilizado neste artigo como um conceito-ferramenta que possibilita a leitura do racismo na cultura brasileira. Para tanto, o trabalho analisa a fala de Sergio Camargo, ex-presidente da Fundação Cultural Palmares durante o governo de Jair Bolsonaro, como uma das repetições do sintoma na Neurose Cultural Brasileira. A partir das imagens da Mãe Preta e de Zumbi dos Palmares, esta pesquisa analisa o medo da branquitude em relação às pessoas negras, sobretudo aquelas que não são dóceis e são vistas como "tiranas". Assim como Lélia Gonzalez, o artigo utiliza a teoria psicanalítica para pensar a cultura brasileira. Em diálogo com os conceitos de sintoma, simbólico e cadeia significante de Jacques Lacan, o trabalho examina as articulações entre sintoma e Simbólico. Além da teoria lacaniana, o artigo dialoga com os estudos raciais, feministas e pós-estruturalistas, com o intuito de localizar o racismo como sintoma e analisar sua repetição na Neurose Cultural Brasileira.
ISSN:1676-3041
1808-4281