SOBREVIVÊNCIA: A FACE SENSÍVEL DO TRÁFICO DE BENS ARQUEOLÓGICOS

Neste artigo pretendemos estimular uma reflexão sobre uma das práticas mais danosas à preservação de patrimônios arqueológicos: a pilhagem de sítios para obtenção de peças destinadas à comercialização. Em muitos casos justificados pela máxima equivocada e amoral de que os fins justificam os meios, o...

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Main Author: Tânia Andrade Lima
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Pernambuco 2014-07-01
Series:Clio Arqueológica
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufpe.br/revistas/clioarqueologica/article/view/246615
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Description
Summary:Neste artigo pretendemos estimular uma reflexão sobre uma das práticas mais danosas à preservação de patrimônios arqueológicos: a pilhagem de sítios para obtenção de peças destinadas à comercialização. Em muitos casos justificados pela máxima equivocada e amoral de que os fins justificam os meios, os saques vêm se multiplicando mundo afora, aí incluído-se o Brasil, com impressionante velocidade e absoluta falta de escrúpulos, em detrimento da integridade dos sítios, que ficam inviabilizados para a pesquisa. São apontadas algumas alternativas possíveis, em especial na delicada circunstância dos saques destinados à sobrevivência de comunidades locais, fundadas em bem-sucedidos exemplos de gestão de seus próprios patrimônios.   ABSTRACT In this article we look to stimulate wider discussion on one of the practices most harmful to the preservation of archaeological heritage: the looting of sites for artefacts to be sold commercially. In many cases justified by the wrong-headed and amoral maxim that the ends justify the means, these thefts have been multiplying across the world, including in Brazil, with an astounding speed and complete lack of scruples, harming the integrity of the sites and making future research inviable. Some possible alternatives are indicated, especially in sensitive cases where artefacts are removed to assist the survival of local communities, founded on successful examples of managing their own heritage. KEY-WORDS: Trafficking in archaeological artifacts; Loot archaeological excavations; Clandestine excavations.
ISSN:2448-2331