O PAÇO DOS DUQUES DE BRAGANÇA EM LISBOA, SEDE DA ACADEMIA REAL DA HISTÓRIA PORTUGUESA: MECENATO E PODER RÉGIO
No quadro da erudição dos séculos XVII e XVIII, a Academia Real da História Portuguesa, fundada sob protecção régia em 1720, definiu as regras da investigação e da narrativa histórica, propiciando a sociabilidade de letrados. Distinta das demais associações literárias do tempo, pela sua finalidade e...
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| Main Author: | |
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| Format: | Article |
| Language: | deu |
| Published: |
Universidad Autónoma de Madrid
2019-01-01
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| Series: | Los Libros de la Corte.es |
| Subjects: | |
| Online Access: | https://revistas.uam.es/librosdelacorte/article/view/10537 |
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| Summary: | No quadro da erudição dos séculos XVII e XVIII, a Academia Real da História Portuguesa, fundada sob protecção régia em 1720, definiu as regras da investigação e da narrativa histórica, propiciando a sociabilidade de letrados. Distinta das demais associações literárias do tempo, pela sua finalidade e reconhecimento, analisa-se o vínculo do monarca à instituição através do local em que decorreram as sessões – o Paço dos Duques de Bragança, em Lisboa –, evidenciando o projecto historiográfico, na linha de expressão da escrita da história setecentista, assim como o cerimonial da instituição em práticas simbólicas de definição e de relacionamento confraternal. De patrocínio real, no título e na afirmação da imagem do monarca, compreende-se a criação da instituição nas estratégias culturais e políticas de exaltação da soberania régia e de construção e legitimação do saber e do poder. |
|---|---|
| ISSN: | 1989-6425 |