O conceito de jogo no “Oásis da Felicidade”, de Eugen Fink

O objetivo deste artigo é esclarecer o conceito de jogo conforme apresentado por Eugen Fink em seu texto “Oásis da Felicidade: Pensamentos para uma Ontologia do Jogo” (1957). Fink propõe uma investigação ontológica sobre o jogo, considerando-o um fenômeno universal que transcende meramente ser um p...

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Main Authors: Manoel Cardeal da Costa Neto, Thauan Soares
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade Estadual de Londrina 2025-01-01
Series:Semina: Ciências Sociais e Humanas
Subjects:
Online Access:https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/50812
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Description
Summary:O objetivo deste artigo é esclarecer o conceito de jogo conforme apresentado por Eugen Fink em seu texto “Oásis da Felicidade: Pensamentos para uma Ontologia do Jogo” (1957). Fink propõe uma investigação ontológica sobre o jogo, considerando-o um fenômeno universal que transcende meramente ser um passatempo ou atividade recreativa. Ele identifica três etapas essenciais para a compreensão do jogo: a caracterização preliminar, a análise estrutural e a conexão entre jogo e ser. A metodologia utilizada para realizar esta pesquisa foi qualitativa e descritiva, focada em uma análise detalhada do conceito de “Jogo” proposto por Fink em “Oásis da Felicidade” (Fink; Silva; Giubilato, 2022), além do diálogo com comentadores. O artigo conclui que o jogo não é um fenômeno marginal ou contingente na vida humana, mas sim um aspecto essencial da existência, interligado a outros fenômenos fundamentais como morte, trabalho, luta e amor. O jogo é, portanto, um fenômeno primordial que permite aos seres humanos experimentar uma forma de eternidade e encontrar um refúgio da exaustiva e constante busca pela eudaimonia, proporcionando uma experiência de significado e criatividade na realidade presente. Em suma, Fink eleva o jogo a uma dimensão ontológica profunda, reconhecendo-o como um componente vital da condição humana.
ISSN:1676-5443
1679-0383