Desafios metodológicos na mensuração da interseccionalidade e seu papel na investigação das disparidades em saúde bucal:

Objetivo: Descrever as complexidades subjacentes à quantificação da interseccionalidade, visando contribuir e fortalecer a capacidade de identificar as iniquidades presentes na esfera da saúde bucal. Revisão de literatura: A literatura sugere que a interseccionalidade representa uma ferramenta anal...

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Bibliographic Details
Main Authors: Laura Ramos Mânica, Maria Laura Braccini Fagundes, Emanuelle Ledermann Marder, Jessye Melgarejo do Amaral Giordani, Orlando Luiz do Amaral Júnior
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Odontologia 2024-07-01
Series:Revista da Faculdade de Odontologia de Porto Alegre
Subjects:
Online Access:https://seer.ufrgs.br/index.php/RevistadaFaculdadeOdontologia/article/view/137551
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Description
Summary:Objetivo: Descrever as complexidades subjacentes à quantificação da interseccionalidade, visando contribuir e fortalecer a capacidade de identificar as iniquidades presentes na esfera da saúde bucal. Revisão de literatura: A literatura sugere que a interseccionalidade representa uma ferramenta analítica que visa a compreensão dos impactos resultantes da interação de sistemas de opressão superpostos, tais como o racismo, o sexismo, o classismo e outras formas de desigualdade. No entanto, apesar dessa abordagem auxiliar na compreensão dos sistemas de desigualdade, além de estudar como as múltiplas posições sociais de um indivíduo interagem para moldar a saúde, apresenta desafios significativos quando aplicada à pesquisa quantitativa de disparidades em saúde. Discussão: O consenso na forma de se mensurar a interseccionalidade ainda é incerto. Ao revisar a literatura é possível destacar alguns fatores que poderiam melhor integrar a interseccionalidade na investigação quantitativa de disparidades em saúde. Conclusão: A abordagem interseccional desempenha papel fundamental na compreensão mais profunda das vulnerabilidades existentes e também oferece subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes. Assim, embora haja ausência de um consenso claro na forma de mensurar a interseccionalidade, ao analisar a literatura, emergem direções promissoras que podem aprimorar a integração dessa ferramenta na investigação quantitativa de disparidades em saúde bucal, contribuindo, desse modo, na promoção do bem-estar e da saúde para toda população, principalmente aos grupos em situação de vulnerabilidade.
ISSN:0566-1854
2177-0018