Sobre as Crônicas de São Denis e o Liber florum, de João de Morigny: algumas possibilidades

RESUMO Este artigo tem por objetivo analisar dois relatos, extraídos das Crônicas de São Denis, sobre um monge anônimo de Morigny que, na primeira metade do século XIV, supostamente praticava magia e cultuava demônios. Serão considerados os relatos das continuações da Cronica latina de Guilherme de...

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Main Author: Odir Mauro da Cunha Fontoura
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal do Rio de Janeiro 2023-08-01
Series:Topoi
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-101X2023000200376&tlng=pt
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Summary:RESUMO Este artigo tem por objetivo analisar dois relatos, extraídos das Crônicas de São Denis, sobre um monge anônimo de Morigny que, na primeira metade do século XIV, supostamente praticava magia e cultuava demônios. Serão considerados os relatos das continuações da Cronica latina de Guilherme de Nangis e das Grandes Chroniques de France sobre esse tema. Essas referências são analisadas de forma comparativa em relação a outro texto, da mesma época, escrito em primeira pessoa por João de Morigny e intitulado Liber florum celestis doctrine. Essa pesquisa defende a hipótese de que o anônimo das Crônicas de São Denis é João de Morigny. O estudo comparado aqui apresentado torna possível verificar, ainda, que o que era descrito como demoníaco pelos cronistas de São Denis, segundo João, é exemplo de devoção e ortodoxia, o que remete a um espaço de contradição e disputa a respeito do que era entendido como “magia” no Medievo.
ISSN:2237-101X