Dimensões e enfoques alternativos para um modelo de letramentos críticos de inteligência artificial
Resumo: Este ensaio propõe um modelo de múltiplas dimensões, baseado em um enfoque filosófico alternativo da interação humano - IA para subsidiar o debate sobre agendas de pesquisa, práticas e políticas educacionais voltadas para a promoção de letramentos críticos de inteligência artificial (IA) na...
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| Main Authors: | , |
|---|---|
| Format: | Article |
| Language: | English |
| Published: |
Universidade Federal de Minas Gerais
2025-08-01
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| Series: | Revista Brasileira de Linguística Aplicada |
| Subjects: | |
| Online Access: | http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-63982025000200108&lng=pt&tlng=pt |
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| Summary: | Resumo: Este ensaio propõe um modelo de múltiplas dimensões, baseado em um enfoque filosófico alternativo da interação humano - IA para subsidiar o debate sobre agendas de pesquisa, práticas e políticas educacionais voltadas para a promoção de letramentos críticos de inteligência artificial (IA) na sociedade brasileira. Aborda, particularmente, sistemas conexionistas opacos de IA generativa baseados em grandes modelos de linguagem natural acessíveis online ou por aplicativos ao público leigo hoje no Brasil. Nossa pesquisa bibliográfica de revisões internacionais pertinentes mostrou que, em vista da dimensão “fundacional” dessa tecnologia, há a necessidade de considerarem-se dimensões adicionais dos seus impactos socioculturais, éticos e epistêmicos, assim como de se propor enfoques alternativos sobre os eventos e práticas de letramento a eles associados para que se possa imaginar, debater e investigar letramentos críticos de IA de maneira alinhada à proposta de uma Linguística Aplicada Pós-humanista Crítica, feita por Alastair Pennycook em anos recentes. Em lugar de tratar esse tipo de sistema discursivamente por meio de metáforas e personificações que mistificam seu funcionamento, e que separam sujeito (humano) e objeto (ferramenta) do conhecimento, propomos uma visão ecológica da IA como assemblagem cognitiva (IA = máquinas + humanos), tal qual proposta por Katherine Hayles. Ademais, propomos a aplicação de princípios da pós-fenomenologia da tecnologia à análise dos eventos de letramento performados entre humanos e agentes de IA generativa de textos, facilitando o estudo de como a interface de linguagem natural habilita os efeitos de sentido de “inteligência” e “quase-subjetividade” ao agente de IA. Concluímos com exemplos ilustrativos de como o modelo pode ser utilizado por formuladores de políticas e metodólogos de educação crítica para nortear atividades educacionais e/ou por linguistas aplicados que desejem investigar esses eventos de letramento por essa ótica pós-humanista. |
|---|---|
| ISSN: | 1984-6398 |