Estrutura populacional do camarão-branco Litopenaeus schmitti nas regiões estuarina e marinha da baixada santista, São Paulo, Brasil

O camarão-branco Litopenaeus schmitti possui ampla distribuição no Atlí­¢ntico Ocidental, ocorrendo em todo o Brasil. Para identificar sua estrutura populacional na Baixada Santista foram coletados mensalmente junto í­Â  pesca artesanal e industrial, entre junho de 2005 e maio de 2006, 2.912 exempl...

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Main Authors: Jorge Luís dos SANTOS, Evandro SEVERINO-RODRIGUES, André M. VAZ-DOS-SANTOS
Format: Article
Language:English
Published: Instituto de Pesca 2018-11-01
Series:Boletim do Instituto de Pesca
Subjects:
Online Access:https://institutodepesca.org/index.php/bip/article/view/807
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Description
Summary:O camarão-branco Litopenaeus schmitti possui ampla distribuição no Atlí­¢ntico Ocidental, ocorrendo em todo o Brasil. Para identificar sua estrutura populacional na Baixada Santista foram coletados mensalmente junto í­Â  pesca artesanal e industrial, entre junho de 2005 e maio de 2006, 2.912 exemplares de camarão-branco nas regiões estuarina e marinha, obtendo-se 2.138 fêmeas (1.008 no estuário e 1.130 no mar) e 774 machos (334 no estuário e 440 no mar). Variáveis ambientais aferidas junto í­Â s coletas permitiram identificar que a temperatura da água influencia diretamente a produção. As variações temporais nas capturas, associadas í­Â  estrutura de comprimento de cefalotórax, por sexo, e í­Â  maturação gonadal de fêmeas, permitiram verificar que: (i) o estuário é utilizado por indiví­­duos com comprimentos pequenos, a maioria jovens imaturos, como área de criação; (ii) a região marinha é utilizada por indiví­­duos maiores, adultos, com a desova ocorrendo entre junho e fevereiro, com um pico de novembro a janeiro. Verificou-se que a pesca estuarina (artesanal) atua sobre os indiví­­duos imaturos e em desenvolvimento gonadal inicial, com comprimentos pequenos, e a pesca marinha, sobre os adultos durante o ano todo e, apenas no verão, sobre os jovens decorrentes da reprodução. O comprimento de primeira maturação de fêmeas foi estimado em 15,8 mm. Recomenda-se que estes resultados e diagnósticos sejam considerados no ordenamento da pescaria de L. schmitti na Baixada Santista.  
ISSN:1678-2305