Avaliação da microbiota intestinal e uso de probióticos na doença de Alzheimer

Introdução: Doença de Alzheimer é uma doença decorrente de processo neurodegenerativo que se manifesta por perdas cognitivas, em particular da memória episódica e da aprendizagem. Por ser um transtorno neurocognitivo que afeta a memória, pensamento e comportamento, é a causa mais comum de demência...

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Main Authors: Janaína Carla Parizotto da Rosa, Isadora Goldbaum Calil Lopes, Amanda Letícia Rainieri, Renato Daniel Ramalho Cardoso, Paula Souza Lage
Format: Article
Language:English
Published: Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) 2024-12-01
Series:Debates em Psiquiatria
Subjects:
Online Access:https://revistardp.org.br/revista/article/view/1346
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Description
Summary:Introdução: Doença de Alzheimer é uma doença decorrente de processo neurodegenerativo que se manifesta por perdas cognitivas, em particular da memória episódica e da aprendizagem. Por ser um transtorno neurocognitivo que afeta a memória, pensamento e comportamento, é a causa mais comum de demência e apresentam um impacto significativo nas atividades diárias, com alta morbidade e mortalidade. A microbiota intestinal desempenha um papel importante na regulação das funções e do comportamento cerebral, por meio do eixo microbiota-intestino-cérebro. Diversos estudos têm demonstrado uma correlação entre a desregulação da microbiota intestinal e doenças neurodegenerativas. Objetivo: Descrever e analisar o envolvimento da microbiota intestinal e a relação dos probióticos na Doença de Alzheimer. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura e selecionados artigos publicados de revistas indexadas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO), National Library of Medicine/NLM (MEDLINE) e National Library of Medicine/NLM (PUBMED). Resultados: Os estudos avaliados demonstraram uma relação positiva da microbiota intestinal no desenvolvimento ou progressão da Doença de Alzheimer e embora existam poucos ensaios clínicos avaliando o efeito do consumo de probióticos em humanos com Doença de Alzheimer, os resultados encontrados até o momento indicam que a suplementação com probióticos possuem contribuição benéficas, como uma diminuição do processo inflamatório e da progressão da doença em questão. Conclusão: A microbiota intestinal pode ser influenciada por probióticos em pacientes com Doença de Alzheimer, trazendo melhoras cognitivas e comportamentais, melhorando assim a qualidade de vida desses pacientes.
ISSN:2236-918X
2763-9037