O impacto do nível de evidência científica em preprints sobre COVID-19 no seu compartilhamento no Twitter (X) Brasil

Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar o nível de evidência científica dos preprints sobre COVID-19 compartilhados no Twitter (X) no Brasil, entre 2020 e junho de 2023 e o impacto desses compartilhamentos no debate público sobre a pandemia do Novo Coronavírus no Brasil. Problema de pesq...

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Bibliographic Details
Main Authors: Eduardo Santos Rocha, Ronaldo Ferreira de Araújo
Format: Article
Language:English
Published: Universidade Federal de Santa Catarina -- Programa de Pós Graduação em Ciência da Informação Centro de Ciências da Educação 2024-12-01
Series:Encontros Bibli
Subjects:
Online Access:https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/100852
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Description
Summary:Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar o nível de evidência científica dos preprints sobre COVID-19 compartilhados no Twitter (X) no Brasil, entre 2020 e junho de 2023 e o impacto desses compartilhamentos no debate público sobre a pandemia do Novo Coronavírus no Brasil. Problema de pesquisa: a análise teve foco em responder questões objetivas em torno da altmetria que é: 1) Que nível de evidência científica apresentam os preprints mais compartilhados sobre covid no Twitter (X) Brasil? 2) Com que intenção os preprints foram compartilhados de acordo com seu nível de evidência científica? 3) Qual o perfil dos usuários que compartilharam esses preprints. Método: O estudo mapeou os preprints sobre COVID-19 entre os anos de 2020 a junho de 2023, identificando o nível de evidência científica de cada um deles, bem como o teor de seus compartilhamentos no Twitter (X). Foram utilizados procedimentos de revisão de literatura, pesquisa documental e análises da evidência científica, de conteúdo e altmétrica. Resultados: Quanto mais baixo o nível de evidência científica dos preprints, maior foi a quantidade de seus compartilhamentos no Twitter (X). Mensagens categorizadas como “movimento antivacina” foram as mais recorrentes e parte expressiva dos usuários se auto apresenta como “conservador”. Conclusões: O presente estudo constatou uma tendência à disseminação de notícias falsas e ou deturpadas a partir da produção científica, então eminente, sobre a pandemia de COVID-19. O elevado nível de desinformação presente nesses compartilhamentos evidenciou a necessidade de que informações científicas sejam interpretadas a partir de evidências científicas, em contraposição a discursos contrários à ciência.
ISSN:1518-2924