Transição do ensino remoto para o presencial: perspectivas de estudantes de medicina após a pandemia de COVID-19

RESUMO Introdução: O retorno ao ensino presencial pós-pandemia nas escolas médicas brasileiras careceu de adequações por parte de estudantes e professores, no sentido de eles se reajustarem ao modelo de ensino tradicional após o regime remoto implantado. Objetivo: Este estudo determinou, sob a p...

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Main Authors: Louise Helena de Freitas Ribeiro, Mariana Ferreira Augusto, Larissa Denise Oliveira Dantas, Maria Eduarda Varela Cavalcanti Souto, Ellany Gurgel Cosme do Nascimento, Thales Allyrio Araújo de Medeiros Fernandes
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Associção Brasileira de Educação Médica 2025-02-01
Series:Revista Brasileira de Educação Médica
Subjects:
Online Access:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022025000100204&lng=pt&tlng=pt
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Summary:RESUMO Introdução: O retorno ao ensino presencial pós-pandemia nas escolas médicas brasileiras careceu de adequações por parte de estudantes e professores, no sentido de eles se reajustarem ao modelo de ensino tradicional após o regime remoto implantado. Objetivo: Este estudo determinou, sob a perspectiva dos estudantes, as principais estratégias pedagógicas pós-pandêmicas utilizadas, os desafios durante o período de transição, os benefícios do retorno ao presencial, o desempenho docente nesse contexto e as recomendações para a educação médica presencial pós-pandemia em uma universidade pública no Rio Grande do Norte, no Brasil. Método: Abordagens quantitativas e qualitativas foram utilizadas para coleta e análise de dados. A pesquisa envolveu 185 estudantes de Medicina, e suas respostas foram coletadas entre novembro de 2022 e maio de 2023. Resultado: De acordo com os dados, o uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) persistiu no ensino presencial. Os principais desafios incluíram aumento de despesas, incerteza em relação ao aprendizado e fadiga. No entanto, os estudantes valorizaram a interatividade, a motivação e a oportunidade de esclarecer dúvidas com os instrutores durante as aulas presenciais. Destacaram-se a necessidade de aulas dinâmicas, a adoção de uma abordagem de ensino híbrido e o uso ubíquo de tecnologia no ensino médico. Além disso, sobressaíram a importância da organização de horários, a diversificação das avaliações e o investimento em instrutores e infraestrutura. Conclusão: O estudo revela que as estratégias-chave de ensino remoto, como plataformas online e acesso assíncrono a recursos, integraram-se facilmente à educação presencial. No entanto, desafios como encargos financeiros e adaptação ao formato presencial foram notáveis. Apesar disso, os alunos enfatizaram os benefícios do aumento do engajamento e os melhores resultados de aprendizagem, destacando a importância de manter uma abordagem dinâmica e adaptativa à educação pós-pandêmica.
ISSN:1981-5271